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Meirelles comemora ‘prévia’ do PIB, mas não descarta retração no 2º trimestre

18 de ago de 2017 | Por IBBRA Consultoria falando sobre Economia e atualidades

Ministro avalia que PIB oficial do 2º trimestre pode ficar ‘próximo de zero e até um pouco negativo’, mas afirma que economia já está em recuperação.

Por Darlan Alvarenga, G1
17/08/2017

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles comemorou nesta quinta-feira (17) o resultado da “prévia do PIB”, índice do Banco Central que apontou crescimento de 0,25% da economia brasileira no 2º trimestre. Ele, no entanto, não afastou a chance de uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) medido pelo IBGE no período, conforme projetado por parte do mercado.

“Independentemente de ser pouco acima de zero, zero, ou um pouco abaixo, o índice do Banco Central já mostrou um crescimento forte”, disse Meirelles. Ele reafirmou, entretanto, que a economia já está em processo de recuperação e que o país “já voltou a crescer”.

Ele explicou que as metodologias do BC e do IBGE são diferentes e que o resultado oficial do PIB do segundo trimestre, que será divulgado no dia 1º de setembro, também virá pressionado pelo resultado do 1º trimestre.

A economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre, após 8 trimestres consecutivos de queda, puxada fortemente pelo agronegócio, cujo forte resultado não deve se se repetir no 2º trimestre.
Apesar da melhora nos números da indústria, comércio e serviços, analistas destacam que o consumo das famílias e os investimentos continuam fracos, dificultam uma recuperação mais forte do PIB.
Para o ano de 2017, a previsão oficial do governo é de uma alta do PIB ao redor de 0,5%. Segundo Meirelles, o país entrará em 2018 com um ritmo de crescimento anual mais forte, “perto de 3%” e com a “criação sólida de empregos”.
A média do mercado financeiro projeta crescimento de 0,34% em 2017, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Para 2018, os economistas das instituições financeiras estimam uma expansão de 2%.

Meirelles prevê contas do governo no azul a partir de 2021

Ao anunciar o afrouxamento da meta fiscal para um rombo nas contas públicas, de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões em 2017, e de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões em 2018, o governo federal passou a projetar déficit primario em suas contas até 2020.

Questionado sobre a partir de quando o governo conseguirá voltar a fechar as contas no azul e fazer alguma economia para pagar os juros da dívida, o ministro da Fazenda estima que as contas públicas voltarão ao azul somente em 2021.

“Essa é a ideia”, disse Meirelles. “Poderemos ter superávits cada vez maiores durante a década de 20”, completou.
Para isso, além da aprovação das novas metas fiscais e suas medidas, o ministro conta com a aprovação da reforma da Previdência e de outras medidas econômicas em discussão no Congresso, como a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e o Refis.

Negociações no Congresso

O ministro informou que a Fazenda pretende enviar até sexta-feira (18) para as lideranças dos partidos o texto para o novo projeto do programa de parcelamento de tributos com o governo federal, conhecido como Refis.
O Refis poderá trazer uma receita extraordinária para o governo federal, que está com dificuldades para fechar as contas do ano. Nesta terça-feira (15), a equipe econômica revisou a meta fiscal e passou a prever um déficit primário maior para 2017 e 2018.

“A questão de ainda existir um déficit é exatamente o que torna muito importante a aprovação dessas medidas pelo Congresso. Todo esse ajuste passa por aprovação do Congresso”, reforçou.

Sobre as dificuldades em avançar agenda econômica no Congresso , o ministro disse que o governo continua contando com a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência ainda neste semestre e reconheceu que o afastamento do risco de rebaixamento da nota de crédito do Brasil depende da aprovação de medidas que garantam o controle das contas públicas.

“Acredito que o processo de negociação no Congresso é absolutamente normal, mas que vai prevalescer em última análise o interesse do Brasil e da opinião pública”, concluiu.

(Notícia retirada integralmente do site g1.globo.com/economia)
*As opiniões expressas neste artigo não expressam, necessariamente, a opinião da Ibbra Consultoria Financeira.


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